Certo dia o governo decidiu proibir o uso de sabão de coco. Sendo esse um produto que humanos  vinham utilizando há anos, não demorou muito até que as primeiras fabricas clandestinas aparecessem para atender a clientela.

A ilegalidade trouxe consigo oportunidades de negocio. Afinal, não havia mais a necessidade em pagar impostos, alvará de funcionamento, ou ainda, atender a padrões de qualidade na fabricação.

Com alta demanda, os traficantes de sabão de coco comecaram a cobrar mais caro e reduzir a qualidade. Também não demorou muito para que o governo notasse esse mercado ilegal do produto que reduz a caspa e evita alergias.

Logo nova leis começaram a ser aprovadas como forma de inibir a comercialização, criminalizando não  o fornecedor mas também os usuários por quererem algo que da brilho e tira a oleosidade do cabelo.

Novamente o preço comecou a subir. Regra clássica de mercado: quanto mais difícil de se conseguir um produto, mais valioso ele se torna.

Lucros maiores começaram a atrair mais e mais pessoa ao negócio. Carteis se formaram para proteger seus interesses escorregadios. Propinas à policiais, políticos ou qualquer um para fazer vista grossa ao produto de pH alcalino. Com os carteis, também surgiram os confrontos para proteger seus mercados. A violência veio a tona, assim como as discussões de como resolver o problema.

Na sociedade as opniões se divergiam. Uns diziam que a culpa era dos usuários que finaciavam o tráfico. Afinal, existem tantos outros tipos de sabonete que podem ser usados legalmente: liquido, esfoleantes, lavanda. Além disso os efeitos hidratantes do sabão de coco viciam, sendo assim, porta de entrada para o uso de outros produtos mais pesados, tais como os que levam a mistura de essências de alecrim e limão.

 os usuários, defendem que usam o produto na privacidade do seu lar. Banhos, lavar a louca e roupas de bebes sem o perigo de ressecar as mãos. Além disso, é um produto 100% natural e biodegradável.

Ano após ano, mesmo com leis mais severas, mais e mais pessoas continuam a comprar e vender esse produto que reduz caspa. A violência cresce tanto ou mais que o número de presos pela venda ou porte da barrinha que hidrata a pele.

Como parar a violência? Mais leis? Mais policiais? Mais presídios?

Uma voz ao fundo murmura: – Talvez o que  gere a violência não seja o sabão de coco.

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